Hoje, no dia de reflexom convidamos-vos a dar uma vista de olhos ao que vai ser a nova magazine feminista, REVIRADA. Arrancamos com o artigo “Mulher(es) e Poder(es)” que marcará a linha geral do número-piloto, ainda em construçom.

Escolhemos precisamente este dia em recordaçom do ato de rebeldia de muitas mulheres ao sairmos à rua, apesar da proibiçom, no 8 de março de 2008, em que o Dia Internacional das Mulheres coincidira “casualmente” com o dia de reflexom antes das Eleiçons Gerais do estado. Os poderes políticos mostrárom-nos bem claro o seu desprezo e desinteresse polo movimento feminista e participaçom social e política das mulheres. Nós, hoje damos voz precisamente a esse discurso feminista que tanto se sente em falta em todo este circo eleitoral.

Entrando no mês de junho terá lugar o lançamento de Revirada, revista feminista, em que contaremos com espaço para artigos mais sérios (de atualidade social e política, criaçons artísticas, resenhas literárias/cinema…) e conteúdo que podamos definir como mais “ligeiro”, propiciando assim umha leitura tam inspiradora quanto entretida.

REVIRADA quer dar espaço e voz ao pensamento, à análise e açom feministas, mas também às dúvidas, aos desejos e projetos num ámbito de segurança onde visibilizar e construir comunidade feminista.

Em Revirada podem, e estam já a participar muitas e diversas pessoas: as que têm curiosidade de aprofundar em temas que os meios convencionais silenciam, as que pensam e vivem nas margens, as que estám à procura de um espaço para expressar-se, as que já acreditam na capacidade revolucionaria, mobilizadora e criadora do feminismo, e as que a ele se achegam pola primeira vez.

A ideia de criar umha revista feminista surgiu por várias razons. Umha delas era a vontade de dar vida a um projeto com continuidade no tempo, que estivesse relacionado à necessidade específica de difundir o feminismo, de ocupar espaços, de “feministizar” cada vez mais ámbitos da sociedade e pudesse ser de utilidade para todas as pessoas interessadas noutras maneiras de informar, de crescer.

Desta maneira fazemos com que o feminismo seja parte do nosso dia a dia, e sobretudo contamos histórias de empoderamento que nom aparecem nos mídia convencionais heteropatriarcais, convertemos o ativismo em projetos concretos de vida, para que estes projetos sejam inspiradores para cada vez mais pessoas.

Além disso, o feminismo tem que chegar às pessoas. A revista quer achegar o feminismo às pessoas e quer que as pessoas se acheguem ao feminismo. Nom queremos um gueto feminista ou estar num canto onde falamos só entre nós. Queremos abrirmo-nos a sociedade, tocar com mao a realidade, analisá-la, compartilhá-la, mas num espaço de respeito, de bom trato, de segurança.

Revirada, revista feminista

23 de maio 2015