por Revirada, revista feminista

Nos últimos anos tem aumentado consideravelmente a visibilizaçom e denúncia da violência machista na Galiza assim como em outros lugares do mundo.

Cada vez menos mulheres estám dispostas a assumir o papel de objetos sexo-eróticos para uso dos machos e erguem a voz alta e clara para dizer o que permitem e o que nom. Acreditam, com justificada arrogância, que é o seu direito decidir como querem ser tratadas e já nom se conformam com desejá-lo timidamente senom que até se atrevem a exigi-lo ao indivíduo em particular e à sociedade em geral.

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Nesta denúncia aparecem também vozes de outras identidades de género e sexuais, particularmente da comunidade LGTBIQ+ que sofrem também da influência do heteropatriarcado nos jeitos de se relacionar.

Os casos mais notórios têm-se dado precisamente nos sectores de esquerda, liberais e/o “progres”. Esses lugares onde supostamente estas questões estavam ultrapassadas e onde todas nos deveríamos sentir mais seguras. Por isso é aqui onde se está a demandar com mais força um posicionamento claro contra a violência machista, em toda a sua gradação, da mais “subtil” à mais amplamente rejeitada.

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Nom é já suficiente com assinar um manifesto generalista e abstrato pedindo humildemente um mundo mais igualitário e feliz. Hoje está-se a pôr nome e apelidos às agressões, porque curiosamente os têm, e se demanda umha resposta coletiva contundente que garanta às pessoas agredidas continuar nos espaços de açom política e pessoal com plena legitimidade e o apoio das companheiras e companheiros.

A incapacidade da esquerda política, social e cultural de abordar esta questom tem sido evidente. Nom existem hoje em dia uns acordos comuns sobre como agir em casos concretos . As respostas continuam a ser, no século XXI: nom fazer nada, colocar a questom em algo pessoal a resolver entre as “duas” partes, ou seja agressor e agredida, ou no pior dos casos questionar, demonizar, repudiar, e até denunciar juridicamente aquelas que se atrevem a falar e pedir umha resposta coletiva de apoio contra a agressom.

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Chegou! nom comentar ou nom fazer nada nom é neutral, é posicionar-se do lado do machismo e contribuir com a sua perpertuaçom. É ineludível assumir a nossa responsabilidade e abordar esta questom coletivamente, com fundamento e da perspetiva feminista.

Algumhas propostas disponíveis som o protocolo contra as violências machistas no movimento de Sabadell ou os gráficos de Albac. Na Galiza o grupo Basta de Agressões Machistas está também a trabalhar num protocolo próprio assim como “La Caja de Pandora” no mundo das artes. Por outro lado também alguns concelhos estão a desenvolver “pactos contra a violência de género”.

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Negociar, exigir ou tomar o direito sem perguntar? O debate está aberto.  

Por enquanto presumimos que as agredidas continuarám a erguer a voz com apoio coletivo ou sozinhas. O que está certo é que o cómodo “No comment” já nom é umha opçom contra o machismo.