Da Revirada, como feministas, como espaço de liberdade, segurança e sobretudo de difussom das vozes insurgentes do feminismo que nom se rendem, e que se enfrentam com coragem ao patriarcado e a quem lhe servem, nom podemos mais que apoiar esta campanha Contra a Criminalizaçom do Movimento Feminista do nosso país.

Asinade em apoio enviando email com nome  e apelidos a contraasagressons@gmail.com

Inclui-se um estrato do comunicado. Para lê-lo inteiro AQUI  [Galego – Catalá – English – Español – Français]

A razom deste escrito é a necessidade urgente de converter o privado em público, o social em político. A necessidade urgente de umha resposta política real e efetiva contra as agressons machistas que sofremos as mulheres a cotio.

No verao de 2015 umha mulher, que podia ser qualquer de nós, sofreu umha agressom machista num espaço lúdico festivo noturno, ou seja, social, ou seja, político. Assim lho manifestou ao agressor que a questionou e se burlou repetidamente do seu protesto. Esta mulher sentiu que já chegava de aturar, que todas as agressons importam. Tornou público o privado e concedeu a importância devida às atitudes intoleráveis que todas sofremos. Decidiu que esse dia era o de pôr nome e apelidos às agressons machistas. Organizamo-nos e apoiamos umha resposta coletiva.  Pugemos corpo à sororidade. E este feito, sem o pretender, alterou e descolocou o panorama dos movimentos sociais de esquerdas na cidade, afetando muitas relaçons grupais e pessoais.

Nesse momento explicamos novamente o que é a violência machista. Que a violência estrutural se sustenta nas violências quotidianas. Que nom é questom do lugar onde se lhe pom a mao a outra pessoa, senom que se trata de umha questom de consentimento. Houvo que reiterar tais explicaçons e defendê-las, porque assinalamos para um home que participa de movimentos sociais alternativos de esquerdas.

Reclamamos saber que os nossos supostos companheiros de luita em tantos outros temas também som capazes de renunciar aos seus privilégios e entrar em comunicaçom connosco quando lho exigimos. Reiteramos que a esquerda política e social só é tal quando as pessoas que a sustentamos estamos dispostas a nos revisar e renunciar aos privilégios próprios. Exercício imprescindível quando de demolir o poder se trata.

Como resultado, este verao as mulheres denunciadas som chamadas a um ato de conciliciaçom judicial no qual o indivíduo solicita 15.000€ e o perdom e retificaçom pública de todas elas.  Nom aceitamos nengum tipo de falsa conciliaçom. A nossa luita transita por outros lugares.

Com este processo estamos a viver as consequências de declarar-se feminista e reagir às agressons.

Fronte à vitimizaçom do agressor, a dignidade das agredidas, o seu direito a responder.

Fronte à “honra” dos agressores, a ira das feministas, o nosso direito à autodefesa.

Fronte ao silêncio e a cumplicidade cega com as violências cotiás, as vozes que as nomeiam.

Continuaremos a exercer o nosso direito irrenunciável à autodefesa fronte ao machismo e os seus cúmplices.

ABONDA DE AGRESSONS MACHISTAS!

SE AGRIDEM A UMHA, RESPONDEMOS TODAS!

Asinade em apoio enviando email com nome  e apelidos ou nome de coletivo a contraasagressons@gmail.com

 

Mais informaçom em https://contraasagressonsmachistas.wordpress.com/