Pendurado na porta do movimento feminista autónomo um cartaz anuncia “Fechado para descanso do pessoal”.

Ninguém comenta o que pode ter acontecido.

Ligamos o computador e como prova do que algum dia existiu chegam, cada vez mais espaçados no tempo, emails com propostas de encontro, perguntas tímidas sobre as forças, energias, ritmos que respeitar para podermos fazer em coletivo.

A maior parte deles ficam sem resposta ou com um amável e indefinido “mais tarde”.

Às vezes, imaginamos com certa emoçom esse possível encontro no café da cidade ou vila, ou se a disponibilidade física se resistir, um rápido skype-café. Nom pode ser tam difícil, pois não?

Mas as agendas desencontradas, as maternidades, as obrigações com a nossa relaçom afetivo-sexual do momento ou o minuto na praia vai contar mais do que um café (físico ou virtual) com as companheiras feministas, que por nada do mundo queremos perder.

“Fechado para descanso do pessoal” e continuamos o caminho sem olhar para trás.