de Mariola Mourelo

Umha pergunta que normalmente nom nos fazemos, mas que se torna importante enquanto nos aproximamos ao movimento feminista é: que tipo de feminista sou eu? Muitas de nós nom o teremos ainda definido, outras o terám hiper-super-claríssimo e a principal diferença entre umhas e outras é que as segundas irám direitinhas aos grupos que respondem ao seu ideário, e as primeiras… pois irám cambaleando um pouco.

Nom imos cá debater sobre o que é melhor ou pior, pois esta é umha seçom práctica e o que queremos é resolver questões e facilitar o ativismo feminista. O outro já o iredes fazendo cada umha e as umhas com as outras.

Na Galiza, terra fértil, temos um bocadinho de tudo, ou quase: do queer e o transfeminismo, ao feminismo institucional e de partido político. Vegafeministas, pachamamas, feminismo universitário, redes internacionais, ong-feminismo, plataformas, grupos de autoconsciência, e se nom consegues encontrar um que te represente, sempre podes criar o teu próprio e ser uma célula mais deste ecossistema lilás maravilhoso.

Um bom lugar para conhecer o movimento nos próximos meses, ou parte dele, pode ser nas celebrações do 8 de Março “Dia Internacional das Mulheres”. No Porto e Lisboa escolhêrom o formato de Festival Feminista para realizar atividades diversas por umha multidom de individualidades e coletivos durante todo o mês. Consulta os seus programas e reserva datas e energias, nom vais ficar dececionada.

Na Galiza a maioria do movimento une-se neste ano por volta da manifestaçom em Vigo em 4 de Março e nas localidades na Greve de cuidados, laboral e consumo de 8 de março. Independentemente de se gostas de manifs e concentrações, estas celebrações som umha boa vitrina para ter uma ideia do que se move no feminismo.

Fora desta data recomendo também o festival de verão Agrocuir da Ulhoa, celebrado na vila de Monterroso e na Granxa Maruxa, no fim do mês de Agosto. Este espaço de celebra-açom do movimento LGTBIQ+ no rural tem também umha cada vez maior representaçom dos feminismos e é umha mui boa experiência com debates, dança, música, feira e comida num ambiente espetacularmente galego.

E para o resto do ano fica conectada a espaços como a Revirada, Cafés Feministas ou Femiagenda, no facebook, ou as livrarias Lila de Lilith em Compostela e a Confraria Vermelha no Porto. A questom é encontrar-se e estar ativas.

Sejam felizes e sobretudo, sejam feministas.      

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